Clara Ribeiro inaugura nova fase de carreira com “Não Lembro Seu Nome”, primeiro single de sua próxima mixtape

Clara Ribeiro inaugura nova fase de carreira com “Não Lembro Seu Nome”, primeiro single de sua próxima mixtape

Trazendo de maneira inédita os elementos do grime em suas obras, a cantora carioca se une ao produtor musical Taleko para apresentar um universo disruptivo, futurista e versátil fonograficamente

 

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Com o propósito de aprofundar-se ainda mais em seu respectivo eu artístico, Clara Ribeiro revela nesta sexta-feira (04) o single “Não Lembro Seu Nome”, que faz parte de sua próxima mixtape, a ser lançada ainda neste ano. Com composição autoral de Clara e produção de Taleko, a faixa traz influências eletrônicas do início de sua carreira – como o single “Arrepio” (2023), ao lado do produtor Chediak –, mas executadas de forma inédita e experimental, utilizando-se de uma atmosfera futurista para criar um caráter espacial na música.

Pelas mãos de Taleko, “Não Lembro Seu Nome” ganha corpo fonográfico com camadas orquestrais, bounce característico do Grime, e beat mais acelerado. Assim, o produtor criou um contraste entre sofisticação e contundência, permeada por uma narrativa que transforma frustração afetiva em afirmação de potência. E após Clara atravessar diferentes territórios em trabalhos anteriores, a artista abre uma nova frente dentro da sua trajetória musical. A faixa marca a estreia da cantora neste respectivo gênero musical; e inaugura uma obra construída a partir da experimentação, criação coletiva – ao envolver ANTCONSTANTINO na sua composição – e  desejo de explorar novas possibilidades.

Durante o processo criativo, Clara Ribeiro pensou em compor a faixa de outra forma. Entretanto, no contato com ANTCONSTANTINO no estúdio, entendeu que a sonoridade trazida pedia uma narrativa mais firme, segura de si, atravessada por uma relação frustrante, mas consciente de sua autoestima. E dessa provocação nasceu “Não Lembro Seu Nome”. “Eu tinha outra letra escrita para aquele beat, mas quando comecei a ouvir com ANTCO, ele me fez perceber que aquela música estava pedindo outra coisa. A gente ficou ouvindo no repeat, conversando, tentando entender para onde ela queria ir. Foi quando eu lembrei de uma relação que tive e comecei a escrever a partir dali”, conta Clara. O resultado é uma faixa que se distancia da recorrência do amor romântico como centro da narrativa, e experimenta uma escrita assertiva, irônica e provocativa. Ao estruturar seu eu lírico, a persona de “Não Lembro Seu Nome” não está interessada em reconstruir aquilo que terminou; ela observa a relação a partir de outro lugar, reconhece a frustração e, sobretudo, reconhece a si mesma depois. É justamente através dessa mudança de perspectiva que o single apresenta uma das principais chaves conceituais da próxima mixtape de Clara – sua respectiva liberdade para escrever, testar e ocupar diferentes gêneros sem precisar se encaixar em uma única definição artística.

 

Da eletrônica ao Grime: uma trajetória em construção
A chegada de “Não Lembro Seu Nome” também dá continuidade a uma relação que Clara vem desenvolvendo com a música eletrônica nos últimos trabalhos. O percurso passa pelas primeiras experiências sintetizadas da artista, explorando o Drum and Bass e Garage; e depois mergulhando em elementos de brasilidades, Reggae, etc, com os EPs “Amor Para Além do Atlântico Sul (2024)” e “Desabafos (2025)”. Nesse sentido, a nova era de Clara Ribeiro é um ponto de convergência de toda essa pesquisa. “Para mim, existe uma história sendo construída desde ‘Arrepio’. A música eletrônica passou a fazer parte da minha formação atual e eu sei que vou continuar fazendo isso. Acho que a mixtape fecha um ciclo da Clara no mundo da música eletrônica, mas não significa que eu vou parar de explorar”, explica.

Mulheres como inspiração e horizonte.
Ao estabelecer a narrativa que seria abordada. Clara também encontrou inspiração em uma escuta predominantemente feminina. Cantoras como Kelela e Jorja Smith são referências importantes para construir artisticamente o projeto. No beat do single, a influência de Kelela ganha destaque especial como uma das principais referências para cruzar nuances eletrônicas com sofisticação, especialidade e tensão.

Criar para descobrir
Clara chega a esta nova fase em 2026 sem se estabelecer a partir de métricas comerciais. Para a artista, lançar uma música continua sendo, antes de tudo, uma questão de verdade. “Eu nunca penso em lançar nada por causa de número. Todas as músicas que lancei foram músicas em que senti muita verdade no que estava escrevendo, ouvindo ou cantando”. Em “Não Lembro Seu Nome”, primeiro capítulo de uma grande jornada à frente, tal verdade aparece justamente na disposição de experimentar. O single reverbera ao público uma Clara Ribeiro mais livre e provocativa, sem abandonar a intensidade que atravessa sua trajetória. No entanto, a cantora ressalta sua auto permissão nas novas formas de existir.